Já imaginou por que é que alguns amigos e colegas abandonam um emprego com um bom salário e alguma estabilidade para fundar uma Startup?

Talvez o tenha ouvido dizer que queria montar a sua empresa, ser chefe de si mesmo ou talvez até que gostava de poder gerir os seus horários.

Pouco depois antes de deixar o emprego desapareceu do mundo, e quando deixou o emprego então é que nunca mais ninguém o viu.

Durante uns meses não atendeu o telefone, não apareceu nos encontros e nem aos amigos ligava. Acredite que não é por se ter esquecido, mas porque estava a viver uma montanha-russa de emoções.

No caso de uma startup tecnológica, provavelmente conta com uma micro equipa de uma a duas pessoas a trabalhar de uma sala ou quem sabe, mesmo numa garagem. A viagem que ele está a viver é muito intensa. Cada desenvolvimento de um protótipo é tão absorvente como o primeiro encontro e só apenas após o teste de protótipo é que sabemos se tem hipóteses ou não.

É normal que os primeiros protótipos sejam apenas as bases para o desenvolvimento de outros protótipos melhorados apenas seguidos por mais protótipos. 

Asim que conseguimos o primeiro MVP (Minimum Viable Product) começa outra batalha: conseguir clientes. 

Aqui surge outro tipo de emoções, a euforia de conseguir um cliente e o desespero de perder uma oportunidade. Quem não conhecer o nosso Fundador até podia dizer que ele é ligeiramente bipolar. Tão feliz e confiante num momento, apenas para estar de rastos e completamente desiludido no seguinte.

Estas emoções ganham outra dimensão quando conseguimos um investidor no projecto, este facto leva o nosso Fundador aos pináculos do mundo. Mas nada impede que passadas umas horas não esteja nas profundezas da mais funda gruta.

Num caso de sucesso, todo este esforço e amplitude emocional compensa assim que o produto ganha tracção e os investidores começam a querer entrar no negócio, dando estabilidade e criando uma nova dinâmica, com menos oscilações e uma amplitude emocional incomparavelmente menor.

Em paralelo com o desenvolvimento do produto e pesquisa de investidor, há uma outra história que decorre e que raramente é alvo de grande debate e pensamento. Como é que o nosso Fundador controla as despesas e receitas (caso as tenha) da sua Startup? como é que recolhe informação de gestão para o Investidor?

Na maioria dos casos é através de uma folha de cálculo mais ou menos mantida actualizada. É principalmente actualizada à pressa quando é solicitada informação financeira pelo Investidor ou pelo Banco para poder libertar um crédito. O Contabilista, que muito se esforça por ajudar este ainda pequeno cliente, não consegue ser tão célere como seria desejado e o nosso Fundador por quase que desespera com as perguntas que lhe faz e o tempo que demora a responder com os dados que ele precisa.

Na LxIS vivemos este drama, sentimos estas dores no início da empresa e no seu crescimento. Por isso avançamos com a criação e desenvolvimento de um novo projecto, o Magnifinance. Ainda numa fase de ganhar tracção desde que foi iniciada a comercialização, esta aplicação tem nos levado a altos e baixos, alegrias e tristezas mas com o feedback que temos tido dos nossos clientes sentimos que estamos a contribuir para que este lado B da vida de um Fundador não seja mais um dos desafios diários complicados.


  • Nuno Rodrigues
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Tags: Empreendedorismo

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