Tenho uma ideia, e tenho um conceito de negócio que vai ser a grande mudança na minha vida e quero investir para concretizar o meu projecto. Por onde começo? 

Muitas vezes os empreendedores começam sozinhos com medo de partilhar a sua ideia que é “mega hiper espectacular” e evitam fazer testes de mercado junto daqueles mais próximos que de certeza vão manter o sigilo. Claro que há que ter cuidado com a Tia que vai contar a todos como o sobrinho é fantástico e até está a pensar criar uma empresa que vai fazer isto aquilo e o outro.

Mas ultrapassando o teste de conceito e imaginando que o empreendedor não recorreu a uma incubadora, que apoia em todo o processo, como é que podemos começar?

O mais normal é recorrer a poupanças e cartões e crédito. Depois vêm os familiares e pessoas próximas. O Risco é gigante.

Nesta fase ainda não temos a certeza de sucesso e arriscamos a nossa falência pessoal, de quem está próximo, e a destruição das relações afectivas com os investidores.

Uma forma de gerir esta relação, tentando separar família e negócios, é a de desenvolver um pequeno contrato onde definimos os termos do empréstimo, se este corresponde a uma parte da empresa ou se há alguma contrapartida que “segure” o capital. Outro ponto que convém que fique no contrato é a forma de pagamento, prazo e valor. No caso de pessoas próximas é raro, mas pode haver a necessidade de especificar a contrapartida do empréstimo, seja em formato de juros ou géneros (quem sabe não implica um mês a lavar a loiça…).

Antes de ter a empresa registada, este tipo de empréstimos não entra na contabilidade, logo o processo é bastante mais simples. Mas se a empresa já estiver criada, há que ter o cuidado de consultar o contabilista para garantir que todo o processo decorre dentro dos parâmetros legais, sem qualquer tipo de evasão fiscal.

A partir do momento em que temos o capital para responder a uma necessidade, de arranque ou manutenção, é frequente surgir o sentimento de responsabilidade acrescida da forma como este capital é utilizado.

Seja através da criação de uma lista com as despesas previstas e os seus valores, seja através de uma folha de cálculo com formulas elaboradas, é frequente que o empreendedor fique ligeiramente obsessivo com as suas finanças. Na fase de arranque do negócio é normal haver alturas em que estamos a horas de pagar ordenados e ainda não temos o valor suficiente na conta. Em alguns casos conseguimos prever, noutros não.

No Magnifinance temos vindo a desenvolver as funcionalidades necessárias para potenciar a nossa capacidade de antever estas carências de tesouraria e perceber se estamos à pele ou se temos alguma margem para enfrentar as despesas regulares. Claro que surgem os imprevistos que nos deixam, por vezes a fazer contas, mas a verdade é que conseguimos antecipar os momentos em que a conta está mais “à pele” e que é necessário preparar um plano B.

Quando o plano B implica um investidor próximo, por vezes o acesso às finanças da empresa de forma directa em tempo quase real é um bom argumento que reforça a confiança e facilita o processo de negociação do financiamento.

Aqui ficam algumas dicas que podem facilitar o arranque ou a preparação de um plano B, sendo que quanto maior for a antecedência com que conseguirmos negociar o financiamento, mais fácil será consegui-lo. 


  • Nuno Rodrigues
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Tags: EmpreendedorismoFinanciamento

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